{"id":2180,"date":"2024-01-25T22:13:30","date_gmt":"2024-01-25T22:13:30","guid":{"rendered":"https:\/\/lead.uab.pt\/helaheduki\/?page_id=2180"},"modified":"2024-01-26T22:14:23","modified_gmt":"2024-01-26T22:14:23","slug":"capitulo-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/lead.uab.pt\/helaheduki\/capitulo-7\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 7"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Cap\u00edtulo 7 &#8211; O Desafio<\/h1>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong>: Petra Dami\u00e3o Duarte Silva e Rita Silva<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>forma\u00e7\u00e3o profissional,inclus\u00e3o, atividade em grupo, S\u00edndrome de Crouzon<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cita\u00e7\u00e3o:<\/strong> Silva, P. &amp; Silva, R. (2023). O desafio. In M. Francisco, C. Tom\u00e1s &amp; S. Malheiro (Orgs.). <em>12 hist\u00f3rias educacionais: Ser diferente na diversidade. Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas em contextos pouco vis\u00edveis<\/em>. [Online]. LEAD, Universidade Aberta.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Incluir com criatividade e em grupo<\/h2>\n\n\n\n<p>Aquando do in\u00edcio da minha pr\u00e1tica com a turma da Rita, fui informada da exist\u00eancia de uma \u201cformanda com necessidades especiais\u201d, tendo-me sido passada a informa\u00e7\u00e3o de ser uma formanda \u201cpraticamente cega\u201d, n\u00e3o havendo uma nomenclatura concreta que me permitisse avaliar as necessidades existentes. Devido \u00e0 aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o concreta, apenas na primeira sess\u00e3o tive a consci\u00eancia das necessidades da formanda, o que me levou a repensar a metodologia pr\u00e9-definida para a dinamiza\u00e7\u00e3o das tem\u00e1ticas a trabalhar. J\u00e1 em contexto de sala de forma\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s uma conversa com a Rita, percebi que existiam algumas dificuldades ao n\u00edvel da vis\u00e3o e da audi\u00e7\u00e3o (sentidos importantes a considerar na adequa\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica). A Rita tem S\u00edndrome de Crouzon, o que constituiu um desafio na minha pr\u00e1tica enquanto formadora, direcionando-me para um caminho de repensar as melhores estrat\u00e9gias a adotar. Decidi que a melhor op\u00e7\u00e3o seria efetivamente questionar a Rita sobre: os formatos e tecnologias de apoio utilizados, procurando conceber os conte\u00fados em formatos acess\u00edveis para todos. Neste momento percebi que a Rita n\u00e3o utilizava leitores de ecr\u00e3, pois preferia ler sempre os documentos ao inv\u00e9s de ouvir a leitura. Quando questionada sobre o formato mais acess\u00edvel, respondeu-me prontamente: <em>\u201cdocumentos word formadora\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto discente da Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o, a minha sensibilidade para a acessibilidade estava desperta, n\u00e3o tendo sido surpresa a resposta da Rita, no entanto, h\u00e1 sempre uma consider\u00e1vel diferen\u00e7a quando nos deparamos com situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, onde somos conduzidos a repensar, implementar e concretizar estrat\u00e9gias que efetivamente funcionem. As primeiras sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o (em parte devido \u00e0 sua calendariza\u00e7\u00e3o) decorreram com alguns \u201cajustes\u201d, nomeadamente a transcri\u00e7\u00e3o do texto (originalmente preparado em PPT) para o documento Word (formato DOC), respeitando as margens da p\u00e1gina (2,5cm vertical) uma fonte de letra acess\u00edvel, n\u00e3o estilizada e sem serifa (a fonte usada foi Nunito tamanho 12), alinhamento do texto \u00e0 esquerda, espa\u00e7amento de linhas de 1,5cm, uso de estilos para a organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, facilitando a navega\u00e7\u00e3o no documento, fundo limpo (sem marcas de \u00e1gua ou imagens), e a respetiva verifica\u00e7\u00e3o da acessibilidade dos documentos no programa Word.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Unidade de forma\u00e7\u00e3o: Comunica\u00e7\u00e3o Assertiva<\/h3>\n\n\n\n<p>A primeira UFCD (unidade de forma\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o) na qual tive a oportunidade de conhecer a Rita, versa sobre Comunica\u00e7\u00e3o Assertiva. Na dinamiza\u00e7\u00e3o desta unidade de forma\u00e7\u00e3o foram realizadas diversas din\u00e2micas: debates, partilha de viv\u00eancias e identifica\u00e7\u00e3o de estilos comunicacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 minha inexperi\u00eancia, reflito e confesso que nem todas as pr\u00e1ticas foram efetivamente inclusivas, uma vez que nem todos os elementos participaram ativamente em todas as atividades propostas, situa\u00e7\u00e3o que me indicou a necessidade de melhorar a escolha das din\u00e2micas a implementar mediante contextos pouco vis\u00edveis. Uma das din\u00e2micas que considero bem-sucedidas, e que por esse motivo partilho nesta obra foi o \u201ctelefone estragado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Din\u00e2mica de comunica\u00e7\u00e3o: \u201cO Telefone Estragado\u201d<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Instru\u00e7\u00f5es: <\/strong>A din\u00e2mica do telefone estragado consiste em posicionar os elementos do grupo numa roda e uma pessoa transmite a mensagem ao ouvido da pessoa ao seu lado, esta por sua vez passa a mensagem ao ouvido do colega seguinte, sendo a mensagem transmitida a todos os elementos, de uma pessoa para a outra, at\u00e9 chegar ao \u00faltimo elemento do grupo. A \u00faltima pessoa a receber a mensagem deve compartilhar o que ouviu em voz alta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo geral: <\/strong>O jogo tem como objetivo geral comparar a mensagem original e a mensagem final, verificar se ocorreu alguma mudan\u00e7a ou distor\u00e7\u00e3o durante a sua transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enquadramento: <\/strong>A din\u00e2mica foi aplicada numa turma com idades compreendidas entre os 19 e os 54 anos, constitu\u00edda por um grupo de 19 formandos, de diversas nacionalidades. O desenvolvimento da din\u00e2mica, as compet\u00eancias identificadas e conclus\u00f5es alcan\u00e7adas constituiu 20% da avalia\u00e7\u00e3o sumativa da UFCD de Comunica\u00e7\u00e3o Assertiva. Para a realiza\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica foram selecionadas mensagens conhecidas (noticiadas recentemente e prov\u00e9rbios populares) e mensagens desconhecidas (algumas sem sentido, e contradit\u00f3rias).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mensagens selecionadas para a Din\u00e2mica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" style=\"list-style-type:lower-alpha\">\n<li>\u201cInglaterra est\u00e1 de luto, morreu a Rainha Isabel II\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cO rato roeu a rolha da garrafa do rei da R\u00fassia\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cO rei roeu a rolha da rainha do rato\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cEst\u00e1 um lindo dia de chuva, o sol brilha intensamente arrefecendo os p\u00e9s\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cO Rei desertou, deixando o reino ao abandono, a rainha vive e com sa\u00fade e governar\u00e1 nos pr\u00f3ximos 50 anos, na paz de Deus nosso senhor\u201d<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos espec\u00edficos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Identificar os efeitos da comunica\u00e7\u00e3o interpessoal<\/li>\n\n\n\n<li>Reconhecer a possibilidade de ocorr\u00eancia de distor\u00e7\u00e3o nas mensagens transmitidas entre diversas pessoas\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Como a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o pode condicionar a transmiss\u00e3o da mensagem<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li>Desenvolver habilidades de comunica\u00e7\u00e3o<ul><li>Escuta ativa<\/li><\/ul><ul><li>Transmiss\u00e3o de ideias<\/li><\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Clareza e objetividade<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li>Fortalecimento do trabalho em equipa<ul><li>Promover a intera\u00e7\u00e3o social<\/li><\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Incentivar a colabora\u00e7\u00e3o entre os elementos do grupo<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li>Desenvolvimento do senso de humor\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Reflex\u00e3o sobre as mensagens transmitidas, o que foi realmente dito, onde a mensagem se perdeu, atrav\u00e9s da an\u00e1lise do que cada elemento do grupo ouviu, e consequentemente transmitiu.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o da Pr\u00e1tica \u2013 Avalia\u00e7\u00e3o\/ Reflex\u00e3o: <\/strong>No final da din\u00e2mica foi realizada uma reflex\u00e3o\/ discuss\u00e3o onde foi pedido aos formandos que identificassem os seguintes pontos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em que momento a mensagem foi distorcida?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais foram os principais desafios encontrados durante a din\u00e2mica?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais as dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o que identificaram?<\/li>\n\n\n\n<li>Como trabalhou o grupo para superar os desafios identificados?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais foram as habilidades de comunica\u00e7\u00e3o desenvolvidas?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais os par\u00e2metros que podem ser melhorados?<\/li>\n\n\n\n<li>O que aprenderam sobre a comunica\u00e7\u00e3o interpessoal?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais as habilidades desenvolvidas que podem ser aplicadas no \u00e2mbito pessoal e profissional?<\/li>\n\n\n\n<li>Como as diferen\u00e7as culturais podem condicionar a comunica\u00e7\u00e3o?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Reflex\u00e3o\/Conclus\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s realizar o exerc\u00edcio, a partilha entre os elementos surgiu de imediato. Cada elemento come\u00e7ou a expressar o que tinha ouvido, e consequentemente transmitido, tendo sido poss\u00edvel identificar com rapidez os momentos em que \u201cse perdeu\u201d a mensagem original. O grupo concluiu que existiram alguns desafios que dificultaram a comunica\u00e7\u00e3o, tendo estes sido ultrapassados com recurso ao humor e empatia, uma vez que todos conseguiram colocar-se no papel dos colegas que tinham ouvido (e consequentemente transmitido) a mensagem. Entre as conclus\u00f5es mais prof\u00edcuas podemos salientar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A exist\u00eancia de ru\u00eddo externo (proveniente de outras salas) que dificultou a perce\u00e7\u00e3o sobre o que estava a ser ouvido.<\/li>\n\n\n\n<li>A rapidez\/ lentid\u00e3o na transmiss\u00e3o da mensagem (sendo que a rapidez dificultou o entendimento do que estava a ser transmitido), fator que deve ser tido em considera\u00e7\u00e3o quando pretendemos transmitir uma mensagem.<\/li>\n\n\n\n<li>O volume no qual a mensagem foi transmitida, alguns elementos alegaram que o volume no qual escutaram foi demasiado baixo, comprometendo o sucesso da transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>A falta de concentra\u00e7\u00e3o durante a din\u00e2mica. Alguns formandos afirmaram que n\u00e3o estavam preparados, estavam a pensar em outra situa\u00e7\u00e3o o que dificultou o entendimento.<\/li>\n\n\n\n<li>A dic\u00e7\u00e3o\/ pron\u00fancia na verbaliza\u00e7\u00e3o da mensagem, devido \u00e0 heterogeneidade de nacionalidades existentes no grupo.<\/li>\n\n\n\n<li>Nas mensagens conhecidas a informa\u00e7\u00e3o foi transmitida integralmente por todos os elementos do grupo. A mensagem a) abordava uma not\u00edcia recente, divulgada em todo o mundo. A frase b) \u00e9 um conhecido trava-l\u00edngua com o qual todos os elementos estavam familiarizados.<\/li>\n\n\n\n<li>As mensagens descontextualizadas e\/ou contradit\u00f3rias como as referidas nas al\u00edneas c) e d), apesar de curtas, n\u00e3o foram transmitidas com sucesso. A frase da al\u00ednea f) constitu\u00eda uma mensagem extensa e desconhecida, tendo sido rapidamente perdida a sua transmiss\u00e3o, logo nas primeiras reprodu\u00e7\u00f5es entre os elementos do grupo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A turma atingiu os objetivos propostos, tendo revelado a mobiliza\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias no \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o interpessoal conclu\u00eddo que: A exist\u00eancia de ru\u00eddo tanto interno (mental) como externo (do ambiente) pode dificultar a transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o que se pretende, sendo um fator a considerar para a efic\u00e1cia da comunica\u00e7\u00e3o. O grau de complexidade da informa\u00e7\u00e3o, a sua contextualiza\u00e7\u00e3o e o conhecimento do interlocutor sobre o tema \u00e9, determinante para o sucesso da comunica\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de feedback significativo. O tom e dic\u00e7\u00e3o revela-se um elemento diferenciador na express\u00e3o de ideias na comunica\u00e7\u00e3o interpessoal, podendo direcionar imediatamente para a natureza da mensagem (animadora, triste, desafiante, estimulante ou fatalista) podendo antever-se a natureza do seu conte\u00fado pela entoa\u00e7\u00e3o que o emissor d\u00e1 \u00e0 mensagem. A recetividade para ouvir a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator que pode condicionar o sucesso da assun\u00e7\u00e3o da mensagem, sendo essencial o desenvolvimento da escuta ativa e o afastamento de ideias pr\u00e9-concebidas, ou de convic\u00e7\u00f5es enraizadas. \u00c9 ainda relevante salientar a empatia e a gest\u00e3o emocional como elementos essenciais ao trabalho em equipa e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o bem-sucedida, diminuindo a frustra\u00e7\u00e3o que pode ser sentida pela incompreens\u00e3o da ideia\/posi\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta din\u00e2mica em particular, verifiquei que a formanda demonstrou grande entusiasmo, e uma participa\u00e7\u00e3o muito ativa, tendo comentado que foi uma din\u00e2mica muito interessante, na qual se sentiu inclu\u00edda. Lembro-me que no in\u00edcio da din\u00e2mica a Rita de imediato informou ao grupo qual o ouvido que possui melhor acuidade auditiva, de forma a poder participar ativamente na din\u00e2mica. Foram testadas diversas frases, tendo a Rita ocupado diversas posi\u00e7\u00f5es, na linha do \u201ctelefone estragado\u201d. Recordo-me que nesse dia a Rita estava claramente satisfeita com a din\u00e2mica realizada, tendo-me transmitido um feedback muito positivo sobre a iniciativa realizada. No \u00e2mbito da avalia\u00e7\u00e3o sumativa foi utilizado como instrumento uma ficha de avalia\u00e7\u00e3o em formato digital (doc.), formato no qual est\u00e1 habituada a trabalhar, tendo conclu\u00eddo com sucesso a demonstra\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias exigidas para a avalia\u00e7\u00e3o da UFCD.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Unidade de forma\u00e7\u00e3o: \u00c9tica e Deontologia:<\/h3>\n\n\n\n<p>A segunda UFCD incidiu sobre as tem\u00e1ticas de \u00c9tica e Deontologia. Como instrumento de avalia\u00e7\u00e3o foi sugerida a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho de grupo sobre o tema: Defici\u00eancia e Acessibilidade \u00e0 luz da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Trabalho de Grupo<\/h4>\n\n\n\n<p>Neste trabalho pretendia-se que os formandos desenvolvessem o tema da defici\u00eancia e acessibilidade \u00e0 luz da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos onde deveriam relacionar o tema com os direitos consagrados e mobilizar esse conhecimento no \u00e2mbito da \u00e9tica e da deontologia, explorando a dimens\u00e3o comportamental da sociedade, nomeadamente situa\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da avalia\u00e7\u00e3o sumativa foi atribu\u00eddo um peso de 20% ao trabalho escrito e 20% \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o a realizar em sala de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Roteiro da Atividade Defici\u00eancia e Acessibilidade \u00e0 luz da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Leitura e an\u00e1lise da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, destacando os artigos relacionados com a defici\u00eancia e inclus\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Realizar uma pesquisa sobre as barreiras \u00e0 acessibilidade (transporte, urbanismo e tecnologia)<\/li>\n\n\n\n<li>Elaborar o trabalho escrito, considerando os conceitos a relacionar: \u00e9tica, deontologia, integra\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Preparar a apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o com a turma para identificar quest\u00f5es promotoras da acessibilidade e inclus\u00e3o de todos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Compreender a rela\u00e7\u00e3o entre defici\u00eancia e direitos humanos<\/li>\n\n\n\n<li>Analisar o papel da acessibilidade na garantia dos direitos das pessoas com defici\u00eancia<\/li>\n\n\n\n<li>Identificar as barreiras \u00e0 acessibilidade enfrentadas pelas pessoas com defici\u00eancia<\/li>\n\n\n\n<li>Relacionar os conceitos de integra\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o no contexto das pessoas com defici\u00eancia<\/li>\n\n\n\n<li>Relacionar a dimens\u00e3o \u00e9tica e deontol\u00f3gica da defici\u00eancia e da acessibilidade<\/li>\n\n\n\n<li>Explicar a import\u00e2ncia da acessibilidade para todos, e n\u00e3o apenas para as pessoas com defici\u00eancia<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Compet\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Conhecimento da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos<\/li>\n\n\n\n<li>Compreens\u00e3o das quest\u00f5es relacionadas com a defici\u00eancia e acessibilidade<\/li>\n\n\n\n<li>Identificar as barreiras \u00e0 acessibilidade e sugerir melhorias<\/li>\n\n\n\n<li>Capacidade de trabalho em equipa e colabora\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Habilidade de comunica\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o de ideias e solu\u00e7\u00f5es com clareza e objetividade<\/li>\n\n\n\n<li>Demonstrar pensamento cr\u00edtico para avaliar as pr\u00e1ticas relacionadas com a defici\u00eancia e acessibilidade<\/li>\n\n\n\n<li>Relacionar a import\u00e2ncia da \u00e9tica, deontologia e cumprimento dos direitos humanos no \u00e2mbito da defici\u00eancia e acessibilidade<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Reflex\u00e3o\/Conclus\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>O tema proposto foi desenvolvido com um sucesso extraordin\u00e1rio, tendo contribu\u00eddo para a consciencializa\u00e7\u00e3o da Acessibilidade enquanto direito de todos, e n\u00e3o apenas das pessoas com defici\u00eancia. Atrav\u00e9s do trabalho desenvolvido pela Rita (em conjunto com outros colegas) foi poss\u00edvel ampliar alguns conceitos como o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o inclusiva de todos, acordo celebrado em 2006 na Conven\u00e7\u00e3o da Defici\u00eancia. \u00c0 medida que o trabalho foi sendo constru\u00eddo, houve uma partilha de conhecimento bastante prof\u00edcua, sobre quest\u00f5es como: o c\u00f3digo de cores das bengalas (situa\u00e7\u00e3o que me era totalmente desconhecida), e as normas de acessibilidade digital (situa\u00e7\u00e3o que a Rita desconhecia), trazendo elementos enriquecedores para todo o grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00cdamos aproximadamente a meio do desenvolvimento da UFCD quando a Rita teve um acidente que a impossibilitou de continuar a comparecer \u00e0s sess\u00f5es presenciais. A Rita entrou em contacto comigo, colocando-me ao corrente da situa\u00e7\u00e3o, manifestando o seu interesse em concluir o trabalho e realizar a apresenta\u00e7\u00e3o, apesar de estar impedida de o fazer presencialmente. Lembro-me de ter sugerido \u00e0 Rita a realiza\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo, ideia que inicialmente me pareceu ter considerado algo desconfort\u00e1vel. Posteriormente vim a perceber que havia algum receio por parte da Rita, do v\u00eddeo n\u00e3o ser percebido facilmente, no \u00e2mbito da dic\u00e7\u00e3o. Ultrapassada esta cren\u00e7a, ap\u00f3s algumas conversas entre ambas, a Rita enviou-me a sua parte da apresenta\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo onde partilhou a sua experi\u00eancia, transmitindo ao grupo a import\u00e2ncia de considerarmos a acessibilidade como um direito de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou convicta que este epis\u00f3dio contribuiu para a supera\u00e7\u00e3o da \u201ccren\u00e7a\u201d que a Rita tinha, relativamente \u00e0 n\u00e3o percetibilidade da sua dic\u00e7\u00e3o. Tendo ultrapassado o desafio proposto com clara distin\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado rico, relevante, impactante e sobretudo reflexivo sobre a tem\u00e1tica da Acessibilidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Considera\u00e7\u00f5es finais:<\/h3>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da minha reflex\u00e3o, avalio esta pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, como inclusiva (n\u00e3o obstante da necessidade de serem repensadas algumas das estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas utilizadas), reflexiva (no sentido de promover a desconstru\u00e7\u00e3o em torno dos conceitos, nomenclaturas e preconce\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da defici\u00eancia e da Acessibilidade) e empoderadora (promovendo o desenvolvimento da comunica\u00e7\u00e3o assertiva e a supera\u00e7\u00e3o de barreiras psicol\u00f3gicas e ideol\u00f3gicas, muitas delas, fruto da influ\u00eancia da sociedade).<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto formadora, a minha experi\u00eancia em contextos pouco vis\u00edveis \u00e9 ainda reduzida, no entanto gostaria de deixar a sugest\u00e3o de ser repensada a capacita\u00e7\u00e3o de formadores para quest\u00f5es que promovam uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica mais equitativa, ao inv\u00e9s de igualit\u00e1ria. A igualdade pode restringir o acesso de todos a todos os lugares, sejam eles f\u00edsicos, virtuais, educativos ou profissionais. O papel da educa\u00e7\u00e3o, do educador, da forma\u00e7\u00e3o e do formador \u00e9 essencial ao desenvolvimento de uma sociedade mais consciente, mais inclusiva, mais equitativa, que contemple uma mudan\u00e7a da praxis, que promova uma praxis respeitadora das idiossincrasias de todos e de cada um, que contribua para garantir os direitos humanos consagrados a toda a humanidade: o acesso, a qualidade, a continuidade e a igualdade de oportunidades para todos os cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O meu percurso at\u00e9 aqui<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu sou a Rita, tenho a S\u00edndrome de Crouzon, uma doen\u00e7a rara que me tem afetado pessoalmente e profissionalmente por n\u00e3o ser muito conhecida. A S\u00edndrome de Crouzon \u00e9 uma malforma\u00e7\u00e3o cong\u00e9nita, doen\u00e7a que compromete o desenvolvimento do esqueleto craniofacial.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta deformidade gen\u00e9tica ocorre devido ao fecho prematuro das articula\u00e7\u00f5es que possibilitam mobilidade aos ossos do cr\u00e2nio e da face, resultando na perda precoce da flexibilidade das estruturas, ou seja, os ossos do cr\u00e2nio e da face de um beb\u00e9 come\u00e7am a fechar-se antes do tempo, obrigando as estruturas que ainda precisam de crescer a se alargarem para outras dire\u00e7\u00f5es, o que causa malforma\u00e7\u00f5es da cabe\u00e7a e do rosto. S\u00e3o vis\u00edveis deformidades na cabe\u00e7a, ossos faciais afundados, olhos salientes, testa larga, mand\u00edbula subdesenvolvida, maxilar superior reduzido por fraca atividade de forma\u00e7\u00e3o dos tecidos que origina dificuldades respirat\u00f3rias, baixa vis\u00e3o, estrabismo, glaucoma, redu\u00e7\u00e3o auditiva e infe\u00e7\u00f5es frequentemente, problemas digestivos, card\u00edacos, morfol\u00f3gicos (apar\u00eancia da estrutura externa), anat\u00f3micos (estrutura interna) e de comunica\u00e7\u00e3o, anomalias dent\u00e1rias, nariz de \u201cbico de papagaio\u201d e acumula\u00e7\u00e3o de l\u00edquido em excesso no c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 1987 nasci em Coimbra, mas a minha doen\u00e7a n\u00e3o foi detetada, as ecografias n\u00e3o davam essa informa\u00e7\u00e3o e os m\u00e9dicos tamb\u00e9m n\u00e3o. Dia 23 provocaram o parto, uma vez que j\u00e1 estava nas 42 semanas, apesar de saberem que tinha de ser cesariana, mas sem sucesso, no dia 24 queriam que a minha m\u00e3e fosse passar o Natal a casa, mas ela tinha dores e n\u00e3o foi, no dia 25 voltaram a provocar o parto, mas novamente sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 25 ao final do dia finalmente nasci, de cesariana como sempre se previa, foi muito complicado, a minha m\u00e3e teve uma hemorragia muito grande e o organismo rejeitava as transfus\u00f5es de sangue. Ap\u00f3s o meu nascimento a minha m\u00e3e percebeu que eu tinha alguma defici\u00eancia, tinha malforma\u00e7\u00e3o craniana, cabe\u00e7a tombada para o lado, olhos salientes e maxilar superior recuado, mas os m\u00e9dicos diziam estar tudo bem. Quando tinha ano e meio de idade, numa consulta em Pombal, reencaminharam-me para o hospital pedi\u00e1trico de Coimbra, onde me foi diagnosticada a S\u00edndrome de Crouzon. Aos dois anos de idade fiz cirurgia craniana no hospital de Santa Maria em Lisboa, uma vez que s\u00f3 l\u00e1 era poss\u00edvel. Nessa altura j\u00e1 tinha perdido a vis\u00e3o. Aos 27 anos fiz cirurgia ao maxilar, em Coimbra, cirurgia que estava prevista para quando terminasse o crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na defici\u00eancia visual tal como nas outras defici\u00eancias h\u00e1 sempre pessoas dispostas a ajudar, mas tamb\u00e9m ainda existe muito preconceito. Muitas vezes as pessoas n\u00e3o sabem como prestar apoio, at\u00e9 porque n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 meios e pensa-se que a pessoa deficiente \u00e9 inv\u00e1lida. Ao contr\u00e1rio do que se pensa, uma pessoa deficiente visual, por exemplo, consegue estudar numa escola de normovisuais, ter alguns empregos, fazer uma vida normal, fazendo apenas algumas adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos meus problemas de vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o e m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, fiz a escola como todas as outras crian\u00e7as, felizmente com muito apoio dos professores e colegas, mas tive quem achasse que n\u00e3o deveria estar ali por ser deficiente, no entanto eu com a minha persist\u00eancia conclu\u00ed o 12. \u00b0 ano com aproveitamento, apenas tinha que ter equipamentos para me auxiliar. Usava lupa TV que me ampliava os documentos, no entanto como estava ampliado n\u00e3o conseguia ver o documento todo de uma vez e isso fazia com que demorasse mais, assim como a escrever, ent\u00e3o trazia sempre mais trabalho para casa, embora tivesse apoios na escola para colmatar isso, mas o meu hor\u00e1rio ficava sempre muito mais preenchido, no entanto eu sempre me adaptei.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 14 anos que sa\u00ed da escola, mas trabalho \u00e9 dif\u00edcil para todos, quem tem defici\u00eancia pior ainda, estou inscrita no centro de emprego, mas nunca me arranjaram emprego, ficar em casa n\u00e3o \u00e9 para mim, ent\u00e3o andei em forma\u00e7\u00f5es, est\u00e1gios, voluntariados, enfim nunca parei. Pensei em voltar a estudar, mas como tinha defici\u00eancia era mais dif\u00edcil e a fam\u00edlia ficava preocupada, no entanto apesar de n\u00e3o seguir os estudos fui para Lisboa tirar forma\u00e7\u00e3o profissional, ainda tive institui\u00e7\u00f5es que meteram entraves, mas eu nunca desisti. No centro de forma\u00e7\u00e3o fui bem aceite por todos, os colegas sempre me ajudaram e apoiaram, os formadores sempre se preocuparam em me integrar, demonstravam a mat\u00e9ria pr\u00e1tica, ampliavam os documentos, faziam din\u00e2micas de grupo, enfim sempre estavam dispon\u00edveis para o que fosse necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa das UFCD dinamizadas pela formadora Petra, uma das din\u00e2micas de grupo que realizei foi o telefone estragado, foi muito interessante, pois apesar da dificuldade auditiva que tenho consegui realizar a atividade, a formadora \u00e9 excecional e contribuiu bastante para a equidade, e isso deixa-me muito satisfeita e motivada. Posteriormente tive de abandonar a forma\u00e7\u00e3o, uma queda me deixou imobilizada por algum tempo, mas isto s\u00e3o coisas que podem acontecer a qualquer um, apesar disso ainda conclu\u00ed um trabalho de grupo atrav\u00e9s de casa, para poder realizar a apresenta\u00e7\u00e3o elaborei um v\u00eddeo onde falava sobre a minha defici\u00eancia e as acessibilidades, foi um trabalho que fiz com muito empenho e dedica\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 bastante importante sensibilizar as pessoas para que haja mais inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as estrat\u00e9gias utilizadas foram bastante \u00fateis para mim, no entanto, existiram algumas UFCD pr\u00e1ticas dinamizadas por outros formadores que n\u00e3o foram poss\u00edveis adaptar, onde tive dificuldade em exercer algumas atividades, devido \u00e0 minha m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, mas com a minha persist\u00eancia e apoio de todos consegui. Outra das dificuldades que muitas vezes afeta as pessoas com defici\u00eancia, principalmente cegos, \u00e9 a pesquisa de informa\u00e7\u00e3o na internet, existem normas para a acessibilidade dos sites, tipo de letra, formata\u00e7\u00e3o, contraste de cores, mas infelizmente poucas vezes s\u00e3o cumpridas, o que impossibilita a leitura por um leitor de ecr\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi muito importante para mim realizar esta forma\u00e7\u00e3o, espero que existam mais forma\u00e7\u00f5es com pessoas dispostas a incluir todos, pois eu logo que possa seguirei o meu sonho de terminar a forma\u00e7\u00e3o e seguir uma vida normal dentro das minhas possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/lead.uab.pt\/helaheduki\/capitulo-6\/\">Anterior<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-2 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/lead.uab.pt\/helaheduki\/indice\/\">\u00cdndice<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-right is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-3 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/lead.uab.pt\/helaheduki\/capitulo-8\/\">Seguinte<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cap\u00edtulo 7 &#8211; O Desafio Autor: Petra Dami\u00e3o Duarte Silva e Rita Silva Palavras-chave: forma\u00e7\u00e3o profissional,inclus\u00e3o, atividade em grupo, S\u00edndrome de Crouzon Cita\u00e7\u00e3o: Silva, P. &amp; Silva, R. (2023). O desafio. In M. Francisco, C. Tom\u00e1s &amp; S. Malheiro (Orgs.). 12 hist\u00f3rias educacionais: Ser diferente na diversidade. Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas em contextos pouco vis\u00edveis. [Online]. 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